Curiosidades literárias

Como os clubes do livro movimentam o mercado editorial?

Como os clubes do livro movimentam o mercado editorial?
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Por Fernanda Grabauska

Quem recebe uma caixinha contendo seu livro da TAG nem sempre sabe do trabalho envolvido em sua produção. Entre produto e design, a equipe que desenvolve os elementos da sua caixinha conta com 11 pessoas – mas o processo para que o livro desperte seu sorriso envolve uma cadeia de pessoal numeroso. Os clubes de livro não movimentam o mercado editorial apenas fomentando financeiramente as editoras por meio de projetos especiais. Eles transformaram como o objeto livro e a literatura são consumidos, formando uma grande comunidade de leitores em um país onde a leitura, para muitos, não faz parte do cotidiano.

O que cada curador vai recomendar à TAG é sempre uma incógnita. Os livros que marcaram a vida de proeminentes figuras da literatura e da cultura são recebidos por nós com o carinho e o cuidado de quem lapida uma pedra preciosa. Nesse trabalho de ourivesaria, muitas vezes obras esgotadas voltam à baila e clássicos esquecidos retomam o vigor por trabalho dos clubes. E obras jamais traduzidas para o português – veja o exemplo de Alegrias da Maternidade, de Buchi Emecheta – ganham uma legião de fãs.

Não só aos clássicos, entretanto, restringe-se a atuação dos clubes. Nas frentes dos best-sellers, os assinantes das caixinhas podem ditar tendências em literatura comercial. Como? Por meio da comunidade que formam. Aplicativos e grupos de discussão são bons termômetros para saber o que agrada e o que não agrada aos leitores – uma inteligência que pode ser aproveitada pelas editoras.

A proposta visual dos clubes de livro, que prezam pela exclusividade no design e pelo luxo nos acabamentos, também movimenta o negócio. Com tiragens superando os 20 mil exemplares, o trabalho de designers e artistas brasileiros chega a um público bem maior do que o habitual. Além disso, a própria tônica criativa permite que as capas enviadas pelos clubes sejam trabalhos mais livres. É um terreno para ousadias – que o digam os catálogos de bienais e prêmios de design Brasil afora.

Por último, e talvez mais importante, clubes de livro, são, antes de tudo, comunidades de pessoas que amam ler. A palavra-chave, aí, é “comunidade”. São pessoas que enchem eventos na Flip, que se mobilizam para conhecer umas às outras, que compartilham o amor pelos livros e que escrevem, juntas, uma série de histórias novas. E são essas histórias que devem conduzir um pouco do rumo da leitura no Brasil daqui para frente – caixinha por caixinha, encontro por encontro.

Comentários


2 Respostas para “Como os clubes do livro movimentam o mercado editorial?”

  1. Amei o post! Fico muito feliz por ajudar a movimentar o mercado editorial aqui no Brasil assim como apoiar diversos outros artistas.

  2. Adorei! Eu tbm fico muito feliz por fazer parte da TAG! Isso me deu uma nova experiência de leitura e abriu novos caminhos pra mim

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