{"id":9332,"date":"2020-03-31T12:13:27","date_gmt":"2020-03-31T15:13:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.taglivros.com\/bloghlg\/entrevista-martha-batalha-e-um-homem-bom-e-dificil-de-encontrar\/"},"modified":"2020-03-31T12:13:27","modified_gmt":"2020-03-31T15:13:27","slug":"entrevista-martha-batalha-e-um-homem-bom-e-dificil-de-encontrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/taglivros.com\/blog\/entrevista-martha-batalha-e-um-homem-bom-e-dificil-de-encontrar\/","title":{"rendered":"Entrevista: Martha Batalha e &#8220;Um homem bom \u00e9 dif\u00edcil de encontrar&#8221;"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p>\u201cO humor \u00e9 uma resposta aos absurdos da exist\u00eancia\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Doce, contemplativa. Quem l\u00ea os dois romances de Martha Batalha pode imaginar a autora assim. No entanto, em entrevista \u00e0 TAG, ela se revela profunda conhecedora do poder social da do\u00e7ura. E n\u00e3o s\u00f3: a escritora, h\u00e1 anos radicada nos Estados Unidos, fala nesta conversa das milhares de mulheres que inspiraram seu primeiro romance, o badalado <em>A vida invis\u00edvel de Eur\u00eddice Gusm\u00e3o<\/em>, e de como a obra que indicou para a <a href=\"https:\/\/site.taglivros.com\/curadoria\">TAG Curadoria<\/a> estabelece paralelos com a sociedade brasileira.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4652\" src=\"https:\/\/www.taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-13.png\" alt=\"\" width=\"689\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-13.png 689w, https:\/\/taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-13-300x200.png 300w, https:\/\/taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-13-150x100.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><\/p>\n<p><strong>TAG <\/strong>\u2014 <strong>Eu queria que voc\u00ea come\u00e7asse contando um pouco sobre o seu percurso no mundo da literatura. Voc\u00ea trabalhou com jornalismo, fundou uma editora em 2003, mas publicou <em>A vida invis\u00edvel de Eur\u00eddice Gusm\u00e3o<\/em> muitos anos depois disso. Foi um per\u00edodo de lat\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Martha Batalha<\/strong> \u2014 Acho que sim, foi um per\u00edodo de lat\u00eancia e procrastina\u00e7\u00e3o. Eu sempre quis ser escritora, mas precisava pagar as contas. Por isso escolhi profiss\u00f5es que me mantiveram pr\u00f3xima do mundo da escrita enquanto n\u00e3o tomava A Decis\u00e3o. Durante os anos de rep\u00f3rter, aprendi a escrever com foco, r\u00e1pido e sob press\u00e3o; rodei o Rio de Janeiro e o Brasil, conheci pessoas, dramas, lugares. Depois, com a editora, aprendi sobre todas as etapas do processo de edi\u00e7\u00e3o. Quando eu me mudei para Nova York, fiz um mestrado e tinha um bom emprego numa editora em Manhattan, mas faltava\u00a0algo, ou, sendo sincera, faltava tudo. Se eu sempre quis ser escritora, ent\u00e3o, o que \u00e9 que estava fazendo ali, aos trinta e tantos anos, ajudando a editar os livros das outras pessoas? Ent\u00e3o comecei a escrever, sem me preocupar muito com o resultado. Era mais um acerto de contas comigo mesma, uma decis\u00e3o que me deixaria em paz com as escolhas de vida.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 tamb\u00e9m a hist\u00f3ria da publica\u00e7\u00e3o de <em>A vida invis\u00edvel<\/em>, que n\u00e3o foi um romance aceito de primeira pelas editoras brasileiras. Voc\u00ea teve que ter a resili\u00eancia da pr\u00f3pria Eur\u00eddice at\u00e9 t\u00ea-lo publicado \u2013 conta essa hist\u00f3ria pra gente?<\/strong><\/p>\n<p>Essa n\u00e3o \u00e9 apenas a minha hist\u00f3ria, mas a da maioria dos escritores. Naquela \u00e9poca eu j\u00e1 conhecia o mercado editorial o suficiente para saber que a rejei\u00e7\u00e3o era quase certa, e que era preciso continuar tentando. \u00c9 muito dif\u00edcil publicar, e ainda mais dif\u00edcil conquistar leitores. Imaginei que a carreira de escritora \u2013 se desse certo \u2013 seria lenta e progressiva. Um livro aqui, outro depois, um leitor indicando meu livro para outro, e assim por diante. A diferen\u00e7a na minha hist\u00f3ria \u00e9 que tive sorte. A Luciana Villas Boas, que era exatamente a pessoa que eu queria que fosse minha agente, leu o manuscrito e decidiu me representar. Uma editora alem\u00e3 que sabia ler portugu\u00eas (deve ser a \u00fanica no mundo) soube do manuscrito e o pediu \u00e0 Luciana. Leu em um dia e fez uma oferta, escreveu uma carta de amor ao livro que foi lida por outros editores da Europa, o livro come\u00e7ou a receber ofertas de outros pa\u00edses, o produtor Rodrigo Teixeira comprou os direitos. Tudo isso antes da publica\u00e7\u00e3o no Brasil. Foi tudo muito r\u00e1pido e inesperado. Dessa hist\u00f3ria toda, o que me deixa mais feliz \u00e9 a possibilidade de continuar escrevendo que o sucesso do primeiro livro proporcionou, e o retorno positivo dos leitores.<\/p>\n<p><strong>E a Eur\u00eddice brotou de onde? Vejo n\u00e3o s\u00f3 leitoras mais velhas se identificando muito com a sua protagonista, como tamb\u00e9m mulheres mais novas, mesmo que de um modo n\u00e3o t\u00e3o direto. Como voc\u00ea v\u00ea isso?<\/strong><\/p>\n<p>Eur\u00eddice, Guida e as outras personagens femininas s\u00e3o am\u00e1lgamas das mulheres com quem convivi desde a inf\u00e2ncia, e que, por variadas raz\u00f5es, n\u00e3o conseguiram se realizar. Elas estavam na minha fam\u00edlia, na vizinhan\u00e7a, no conservat\u00f3rio brasileiro de m\u00fasica, onde eu me formei em piano e teoria musical. Muitas estavam no r\u00edgido col\u00e9gio de freiras em que eu estudava pelas manh\u00e3s e bordava e tecia durante as tardes. Algumas faziam as pazes com o destino e se resignavam com alguma do\u00e7ura, outras se apagavam, e havia as que ficavam amargas, mal-humoradas. Na medida em que eu entendia mais sobre o mundo, percebi essa amargura\/inseguran\u00e7a\/ sil\u00eancio\/frustra\u00e7\u00e3o como a justa resposta a um destino que lhes foi roubado. Percebi tamb\u00e9m que havia em muitas delas um potencial perdido. \u00c9 claro que nada disso era expl\u00edcito, acho que nem elas eram capazes de elaborar. Era, enfim, uma vis\u00e3o pessoal, a minha forma de entender essas mulheres, e, com o sucesso do livro, percebi que, como voc\u00ea disse, muitas mulheres poderiam se reconhecer na trama e nas personagens.<\/p>\n<blockquote>\n<p>J\u00e1 tentei fazer uma literatura mais &#8220;s\u00e9ria&#8221;, e o resultado foi uma pasta no meu computador onde eu arquivei os textos que nunca mais vou ler, chamada &#8220;Pastiche de Alice Munro&#8221;.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Tanto em <em>A vida invis\u00edvel<\/em> quanto em <em>Nunca houve um castelo<\/em>, o enredo orbita muito ao redor da vida familiar \u2013 lembro um pouco daquela frase de Tolst\u00f3i que diz que &#8220;todas as fam\u00edlias felizes se parecem entre si; as infelizes s\u00e3o infelizes cada uma \u00e0 sua maneira&#8221;. De onde vem seu interesse pela heran\u00e7a familiar?<\/strong><\/p>\n<p>Outro dia, na se\u00e7\u00e3o de livros do New York Times, o romance de um escritor colombiano (<em>ela se refere ao \u00faltimo livro de Hector Abad, <\/em>La Oculta<em>, traduzido para o ingl\u00eas em 2018<\/em>) foi levemente criticado porque nele havia \u201cum impulso de filtrar a hist\u00f3ria nacional atrav\u00e9s da hist\u00f3ria familiar\u201d. Eu li aquilo e percebi que o resenhista n\u00e3o entendia nada de Am\u00e9rica Latina, porque aqui muitas vezes a hist\u00f3ria nacional pode ser explicada atrav\u00e9s das hist\u00f3rias familiares. Somos uma sociedade conservadora e patriarcal, em que a manuten\u00e7\u00e3o do poder se faz por uma elite que casa entre si, e a ascens\u00e3o social se faz tamb\u00e9m por meio de casamentos ou rela\u00e7\u00f5es. O \u201chomem cordial\u201d do S\u00e9rgio Buarque de Holanda n\u00e3o \u00e9 aquele que aceita tudo com passividade, mas o que sobe na carreira por causa dos contatos, por causa das rela\u00e7\u00f5es cordiais. Porque fulano \u00e9 primo de sicrano e tem uma boa posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o sei onde, e pode ajudar. Ent\u00e3o, quando voc\u00ea olha para as particularidades dessas rela\u00e7\u00f5es de poder e as din\u00e2micas familiares, consegue entender muito do pa\u00eds.<\/p>\n<p>O favoritismo pelo filho homem (comum at\u00e9 pouco tempo, ou comum at\u00e9 hoje, em algumas fam\u00edlias), a permissividade de certos comportamentos masculinos, a subservi\u00eancia das mulheres. Ou mesmo um certo preconceito contra o trabalho manual (heran\u00e7a da corte portuguesa e do catolicismo), contra o trabalho dom\u00e9stico, que geralmente \u00e9 feito mais pela mulher, ou pela empregada. Tudo isso est\u00e1 nas fam\u00edlias e no pa\u00eds, e quando se fala de um, se fala do outro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-4655\" src=\"https:\/\/www.taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-12.png\" alt=\"\" width=\"689\" height=\"460\" srcset=\"https:\/\/taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-12.png 689w, https:\/\/taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-12-300x200.png 300w, https:\/\/taglivros.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/3103-12-150x100.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><\/p>\n<p><strong>O que nos leva \u00e0 pergunta: por que a escolha de <em>Um homem bom \u00e9 dif\u00edcil de encontrar<\/em> para a TAG?<\/strong><\/p>\n<p>A Flannery trata de temas muitos pr\u00f3ximos da realidade brasileira, como a influ\u00eancia da religi\u00e3o, a diferen\u00e7a de classes, o racismo e o preconceito. O conto que d\u00e1 t\u00edtulo ao livro \u00e9 um cl\u00e1ssico da literatura americana, e creio que o leitor entender\u00e1 o motivo quando se surpreender com os \u00faltimos par\u00e1grafos da narrativa. Outro conto surpreendente \u00e9 &#8220;O negro artificial&#8221;, tamb\u00e9m na colet\u00e2nea. Nele, Flannery mostra que o racismo \u00e9 cultural de um modo que, para mim, \u00e9 mais convincente do que qualquer livro de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o sobre o assunto. Como ela mesma disse, escrever literatura n\u00e3o \u00e9 fugir do mundo, mas mergulhar na realidade com uma intensidade que \u2013 para ela \u2013 era nociva \u00e0 pr\u00f3pria sa\u00fade. Por causa das complica\u00e7\u00f5es do l\u00fapus, ela n\u00e3o tinha energia para mais do que duas horas de escrita por dia, e morreu muito jovem, aos 39 anos. Em cada conto e personagem eu consigo ver a humanidade, e \u00e9 isso o que faz essa autora, que viveu reclusa numa fazenda no sul dos Estados Unidos, universal.<\/p>\n<p><strong>A sua pesquisa sobre o Rio de Janeiro e seus tipos \u00e9 muito interessante \u2013 o leitor consegue imergir muito na cidade viva, linda, ca\u00f3tica daqueles tempos. Tem muita gente que arrisca a dizer que suas obras s\u00e3o um &#8220;retrato do Brasil&#8221;. O que voc\u00ea pensa dessa afirma\u00e7\u00e3o? Que obras liter\u00e1rias voc\u00ea enxerga como retratos do Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Creio que os dois romances s\u00e3o um retrato do \u201cmeu\u201d Brasil, e que escrever sobre o pa\u00eds foi uma forma de n\u00e3o perder minha identidade, ou de n\u00e3o sumir na cultura americana. Cada escritor tem algumas obsess\u00f5es ou interesses, e o Brasil \u00e9 um dos meus. O meu Brasil \u00e9 composto por <em>Casa Grande &amp; Senzala<\/em> e <em>Sobrados &amp; Mucambos<\/em>; Gilberto Freyre me seduz a cada releitura. Por Graciliano tamb\u00e9m, n\u00e3o s\u00f3 o <em>Vidas secas<\/em> e <em>S\u00e3o Bernardo<\/em>, mas o <em>Inf\u00e2ncia<\/em>, que \u00e9 muito triste, e os Relat\u00f3rios. Chico Buarque acabou de publicar um livro fenomenal, o <em>Essa gente<\/em>, sobre o Brasil dividido politicamente destes tempos.\u00a0Para mim j\u00e1 se tornou um cl\u00e1ssico. Alguns contos tamb\u00e9m definiram o meu Brasil, como o &#8220;Feliz ano novo&#8221;, do Rubem Fonseca, e o &#8220;A maior ponte do mundo&#8221;, do Domingos Pellegrini.<\/p>\n<p>E tem o <em>Geografia da fome,<\/em> do Josu\u00e9 de Castro, o <em>Cidade partida<\/em>, do Zuenir Ventura, todo o Vinicius, os cronistas. Muitos escritores brasileiros n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de parar por alguns anos para escrever romances, eles ganham a vida escrevendo para jornais, e o resultado s\u00e3o essas cr\u00f4nicas magn\u00edficas que retratam o Brasil \u2013 de Rubem Braga a Antonio Prata, Tati Bernardi e Eduardo Affonso. \u00c9 claro que s\u00f3 citei alguns; acabei de me lembrar, por exemplo, do Lima Barreto com seu <em>Policarpo Quaresma<\/em>, das biografias do Ruy Castro, do Jos\u00e9 C\u00e2ndido de Carvalho, Pedro Nava, Verissimo, sempre, <em>A casa do meu av\u00f4<\/em>, de Carlos Lacerda (t\u00e3o linda a prosa dele). \u00c9 uma lista que, ainda bem, eu n\u00e3o consigo terminar.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 um elemento de humor muito interessante em ambos os seus livros \u2013 em <em>A vida invis\u00edvel<\/em>, h\u00e1 Z\u00e9lia, a vizinha abelhuda, e h\u00e1 o ros\u00e1rio de manias de Antenor, marido de Eur\u00eddice. Em <em>Nunca houve um castelo<\/em>, h\u00e1 as vozes na cabe\u00e7a de Brigitta. Quem trabalha com fic\u00e7\u00e3o sabe como \u00e9 delicada a quest\u00e3o do humor na literatura, ent\u00e3o queria saber como voc\u00ea dosa isso ao escrever e se h\u00e1 um vi\u00e9s pol\u00edtico (seja volunt\u00e1rio, seja involunt\u00e1rio) nessa zombaria pontual das suas narrativas.<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 tentei fazer uma literatura mais \u201cs\u00e9ria\u201d, e o resultado foi uma pasta no meu computador onde eu arquivei os textos que nunca mais vou ler, chamada \u201cPastiche de Alice Munro\u201d. O humor \u00e9 uma resposta aos absurdos da exist\u00eancia, \u00e9 uma forma de lidar e digerir a realidade. E no Brasil o que n\u00e3o falta \u00e9 absurdo. Tamb\u00e9m descobri que \u00e9 a minha forma de prender a aten\u00e7\u00e3o do leitor. Como disse o Kurt Vonnegut, \u00e9 esse o trabalho do escritor, o de instruir, e entreter, o leitor. Os bons contadores de hist\u00f3ria usam o tempo de prazer do leitor de modo que ele n\u00e3o sinta que o tempo est\u00e1 sendo desperdi\u00e7ado. Eu tenho a impress\u00e3o de que consigo fazer isso atrav\u00e9s desse humor, dessa ironia que permeia o texto.<\/p>\n<p><strong>Em \u00faltimo lugar, voc\u00ea pode falar um pouco da experi\u00eancia de ver suas personagens no cinema?<\/strong><\/p>\n<p>Foi muito emocionante e estranho, o oposto do processo de escrita, que \u00e9 muito solit\u00e1rio, e no qual tudo acontece apenas na cabe\u00e7a do escritor. Vi num cinema aqui de Los Angeles, uma exibi\u00e7\u00e3o s\u00f3 para mim e meu marido. O filme \u00e9 diferente do livro, o que n\u00e3o me incomoda. Eu escrevi uma tragicom\u00e9dia, o Karim fez um melodrama. Acho que ele n\u00e3o seria capaz de seguir meu estilo ou eu o dele, e o filme funciona justamente porque ele teve essa liberdade criativa.<\/p>\n<h2>A estante de Martha Batalha<\/h2>\n<p><strong>O primeiro livro que li:<\/strong> <em>Ang\u00e9lica<\/em>, de Lygia Bojunga Nunes, foi o primeiro livro com muitos par\u00e1grafos e poucas figuras que li, aos 7 anos. Fiquei orgulhosa.<\/p>\n<p><strong>O livro que estou lendo:<\/strong> <em>O Fogo na floresta<\/em>, de Marcelo Ferroni<\/p>\n<p><strong>O livro que eu gostaria de ter escrito:<\/strong> <em>Cem anos de solid\u00e3o<\/em>. Nem me importo se a resposta for clich\u00ea, para mim \u00e9 a Hist\u00f3ria da Am\u00e9rica Latina no s\u00e9culo passado. \u00c9 claro que agora est\u00e1 tudo mais complicado, e esse livro n\u00e3o consegue mais nos explicar.<\/p>\n<p><strong>O \u00faltimo livro que me fez chorar:<\/strong> <em>Lincoln no limbo<\/em>, de George Saunders<\/p>\n<p><strong>O \u00faltimo livro que me fez rir:<\/strong> <em>Essa gente<\/em>, de Chico Buarque<\/p>\n<p><strong>O livro que eu n\u00e3o consegui terminar:<\/strong> <em>O pequeno pr\u00edncipe<\/em><\/p>\n<p><strong>O livro que eu dou de presente:<\/strong> Autores brasileiros, geralmente. Os \u00faltimos foram da Giovana Madalosso, Vanessa Barbara, Ruth Manus, Martha Medeiros, Francisco Azevedo, Edney Silvestre e Fernanda Torres.<\/p>\n<p><strong>O livro que mudou a minha vida:<\/strong> Minha vida \u00e9 constantemente modificada pelos livros, para melhor. Um deles: <em>O evangelho segundo Jesus Cristo<\/em>, de Jos\u00e9 Saramago.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escritora fala das milhares de mulheres que inspiraram seu primeiro romance e de como o livro que indicou estabelece paralelos com a sociedade brasileira.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"inline_featured_image":false,"footnotes":""},"categories":[22],"tags":[48,117,172,213],"class_list":["post-9332","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","tag-48","tag-entrevistas","tag-marco","tag-tag-curadoria"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Entrevista: Martha Batalha e &#8220;Um homem bom \u00e9 dif\u00edcil de encontrar&#8221; - Blog da TAG<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Martha Batalha fala das milhares de mulheres que inspiraram seu primeiro romance e de como o livro Um homem bom \u00e9 dif\u00edcil, sua indica\u00e7\u00e3o para associados da TAG Curadoria, estabelece paralelos com a sociedade brasileira.\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/taglivros.com\/blog\/entrevista-martha-batalha-e-um-homem-bom-e-dificil-de-encontrar\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Entrevista: Martha Batalha e &#8220;Um homem bom \u00e9 dif\u00edcil de encontrar&#8221; 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